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Durante o maior desastre climático da história do Rio Grande do Sul – as enchentes de maio de 2024 – o Instituto Justiça (IJ) se mobilizou para atuar com agilidade e solidariedade. Em parceria com diversos atores, foram arrecadadas e distribuídas mais de 2 mil toneladas de doações emergenciais, beneficiando 40 mil pessoas entre as 2,4 milhões atingidas pela tragédia.
No entanto, diante da grande quantidade de roupas doadas, surgiu um novo desafio: o excesso de peças sem condições de uso, que seriam inevitavelmente descartadas em aterros sanitários. Foi a partir desse cenário que nasceu o Recria-se, uma resposta criativa, sustentável e transformadora a uma crise ambiental e social.
Depoimentos
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“Quando estávamos no RS distribuindo as doações, olhamos aquela montanha de roupas e nos perguntamos o que poderíamos fazer para aquilo não virar ainda mais lixo. Foi exatamente nesse momento que nasceu o Recria-se”
Indiara Dias de Souza
Fundadora e diretora-geral do Instituto Justiça.
Idealizado pelo Instituto Justiça e realizado em parceria com a Ciclo Reverso — empresa especializada em economia circular e inclusão produtiva —, o Recria-se transforma resíduos têxteis em produtos sustentáveis, promovendo ao mesmo tempo geração de renda, capacitação e empoderamento feminino.
O projeto iniciou com 1 tonelada de roupas impróprias para uso, dando origem a mais de 3 mil metros de tecido reciclado, que serviu de matéria-prima para a produção de ecobags, estojos, bolsas e outros produtos cheios de propósito.
Cada peça passa por uma triagem e tudo que não pode se transformar em tecido é removido –como zíperes e botões– e enviado para uma cimenteira onde entra na produção de cimento.
Da primeira tonelada, o Recria-se transformou 980 kg em tecido reciclado e destinou 20 kg à cimenteira.
Impactos
1,5 ton
Resíduo
reciclado
64
Mulheres
impactadas
R$ 112,7 mil
Renda digna
gerada
21,3 ton
Emissão de CO2 evitada
4,4 M
Litros de água economizados
Atualizado em: 05/01/2026
Para manufatura dos produtos, o projeto emprega mulheres de comunidades vulneráveis do RS em situação de desemprego e com dificuldades de inserção no mercado por diferentes motivos.
Capacitadas em corte, costura e macramê, elas aprenderam novas habilidades para atuar diretamente no processo produtivo, podendo realizar a maior parte das atividades em suas próprias casas e em horários compatíveis às suas rotinas, conquistando uma nova fonte de renda e melhora da autoestima.
Os benefícios ainda incluem outros aspectos psicossociais: no Recria-se, elas encontram um ambiente seguro, inclusivo, totalmente formado por mulheres, onde amizades nascem e a troca de experiências constroem um senso de comunidade.
Depoimentos
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“É incrível observar o crescimento coletivo, a comunidade e, ao mesmo tempo, o desenvolvimento pessoal e a realização individual que esse processo viabiliza. O impacto na saúde mental de muitas ali é enorme, algumas relatam como o trabalho é terapêutico para elas.”
Liliane Linhares
Ciclo Reverso -
“O Recria-se me ajudou a ter esperança de que as coisas iriam melhorar e me proporcionou um desenvolvimento profissional muito grande. Eu aprendi a fazer produtos que nunca imaginei que seria capaz. Vejo também como mudou a vida de muitas colegas que não conseguiam trabalhar por questões familiares e agora, com a flexibilidade trazida pelo projeto, podem exercer uma atividade remunerada e recuperar a autoestima.”
Regina Moura
Costureira do Recria-se.
Quanto maior o volume de peças vendidas, maior o número de mulheres impactadas e de resíduos reciclados.
Cada peça entregue pelo Recria-se é uma nova possibilidade.
Vamos recriar juntos?
Entre em contato com o Instituto Justiça e desenvolva produtos personalizados que carregam sua marca e são cheios de propósito.









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